ARTISTA. ANA GONÇALO
LOCALIDADE. COVILHÃ
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TÍTULO. Tempos
Há uns bons punhados de anos, em terras de ovelhas e pastos, em terras onde a neve cobria o caminho e onde ficavam marcadas as passadas dos pastores e dos seus rebanhos, havia tempo para tudo!
Os pastores, dependendo da região, do seu conhecimento, jeito e sensibilidade, “marcavam” as suas ovelhas com desenhos identificando a sua casa ou nome, fossem escavados em “chavelhas”, fossem desenhados com a tesoura da tosquia no próprio velo do animal. Aproximando-se o bom tempo, os pastores subiam á Serra com os rebanhos fazendo a rota da transumância, procurando pastos mais verdes para as ovelhas se alimentarem melhor providenciando bom leite para o fabrico de queijo. Voltavam no início do tempo frio. Eram tempos agrestes e muito duros, com muitos sacrifícios! Devido a estes esforços, alimentavam os filhos e sustentavam a casa. No Natal, altura de alegria, de luz, de fé, havia queijo e carne na mesa.
Estes candeeiros fazem analogia a esses desenhos realizados no velo das ovelhas e que significavam a fartura de uma altura do ano, a luminosidade das velas, as caras das crianças que se contentavam com o pouco/muito que as ovelhas davam...
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