18.12.21

18 de DEZEMBRO de 2021 - algures pelas janela da cidade de BRAGA

CALENDÁRIO DO ADVENTO //

18 de DEZEMBRO de 2021

. ROSÁRIO FORJAZ


SOBRE A MINHA ARTE POSTAL.

como muitas crianças, a descoberta da natureza passa pelo olhar que desperta o toque. um olhar curioso que leva pela mão as coisas á boca.


assim, quando no caminho da citânia de briteiros, naquele lugar lindo cheio de mistério e matéria viva, onde em tempos idos houve casas com gente dentro e, quando pelo chão de outono, descobri pequenos balões rosa a despontar, foi como se à luz da minha memória de infância acordasse o sabor daqueles dias em que olhávamos o campo sem fim até ao mar.




18 de DEZEMBRO de 2021 - ROSÁRIO FORJAZ


CALENDÁRIO DO ADVENTO //

18 de DEZEMBRO de 2021

ARTISTA. ROSÁRIO FORJAZ

LOCALIDADE. PORTO

SITES.

https://youtu.be/_EddpVNpMkQ

https://www.facebook.com/rosario.forjaz

http://rosarioforjaz.blogspot.com

rosario.forjaz@gmail.com

+351  917 122 055 

atelier_ bonfim _ porto_portugal


SOBRE MIM.

Rosário Forjaz nasceu perto do mar Índico e cresceu com a flora, a fauna e o mundo ancestral tropical de uma África do Sul em estórias de família. Esse sentimento de pertença e de transitoriedade com Moçambique, tem acompanhado a artista em processos e vivências ímpares em inúmeros campos do saber. A sua experiência enraizada nas artes plásticas cedo teceu caminhos telúricos onde os gestos, o pensamento reflexivo e crítico e o corpo se envolvem numa relação com o tempo e o lugar, com a paisagem e com a luz, e com as comunidades que as habitam. Rosário Forjaz, tem apresentado exposições em contextos nacionais e internacionais e em cada projecto procura na experiência e no convívio com o público, questionar correspondências sensíveis e políticas que a leitura de uma linha aberta ao vazio ou o ecoar de uma textura possam convocar.


ÁREAS ARTÍSTICAS: 

desenho, pintura, ilustração (botanica, médica,etc) joalharia, cerâmica, gravura, poesia, ensaio, instalação.


ÁREAS CRIATIVAS: 

herbários, cadernos de artista, instalações, site specif , objectos de design, joalharia de autor, têxtil, escrita poética, walscapes, oficinas artísticas em museus, etc.






SOBRE A MINHA ARTE POSTAL.

como muitas crianças, a descoberta da natureza passa pelo olhar que desperta o toque. um olhar curioso que leva pela mão as coisas á boca.


assim, quando no caminho da citânia de briteiros, naquele lugar lindo cheio de mistério e matéria viva, onde em tempos idos houve casas com gente dentro e, quando pelo chão de outono, descobri pequenos balões rosa a despontar, foi como se à luz da minha memória de infância acordasse o sabor daqueles dias em que olhávamos o campo sem fim até ao mar.


17.12.21

17 de DEZEMBRO de 2021 - algures pelas janelas da cidade de BRAGA

CALENDÁRIO DO ADVENTO //

17 de DEZEMBRO de 2021

. AMADEU SANTOS


SOBRE A MINHA ARTE POSTAL.

 Um pequeno poema de Ise, poetisa japonesa do século XII, foi o mote para o meu trabalho. São sete palavras, partindo de um motivo visual (a chuva que cai, como semente) e que inspirará a tessitura verbal que o poema é. É muito belo, porém, de uma simplicidade desarmante. E como no manuscrito Ise-Dhû, donde o poema foi retirado, também havia uma página caligrafada pela autora em que as palavras parecem cair como gotículas de chuva, isto fez-me recordar três desenhos meus antigos também referidos à água enquanto metáfora da da criação, que pode ser a de um poema como de uma obra de arte. E imprimi-os reduzindo-os para o tamanho de um postal, onde os colei. Quis assumir, na esteira de uma poética da simplicidade, que é também a de Ise-Shû, a arte postal na sua literalidade: simples postais. Num deles escrevi um pequeno texto onde procuro explicar que, enquanto artista, gosto de operar com palavras e imagens.    


 A chuva que cai e fertiliza a terra. Metáfora do gesto fecundador, criador, renovador. Como o gesto artístico e o poético. Em horas felizes de inspiração chovem ideias, imagens, palavras. E onde havia branco, vazio e espera, nasce o desenho ou o poema, “pequena luz bruxuleante” iluminando a inquietação e o desassossego do criador, fertilizando o solo árido do quotidiano. Chamem-lhe poema ou desenho. Para mim, palavra e imagem partilham o mesmo território, contaminam-se na hibridação do poético, enlaçadas numa espécie de música vinda da inteligência e da alma. Nunca me decidi entre as artes e as letras. São partes da mesma tessitura, de uma vida mais rica e imaginativa.

Amadeu Santos 2021




17 de DEZEMBRO de 2021


CALENDÁRIO DO ADVENTO //

17 de DEZEMBRO de 2021

ARTISTA. AMADEU SANTOS

LOCALIDADE. BRAGA


SOBRE MIM.

 Nasceu em Guimarães, em 1953. 

 Licenciou-se em Artes Plásticas/Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto.

 Foi professor de Artes no ensino secundário. 

 Leccionou Cultura Contemporânea e diferentes cadeiras de Desenho na Escola Superior Artística do Porto (extensão de Guimarães).

 Enquanto artista, trabalhou para diferentes galerias, realizando diversas exposições individuais e participando em várias exposições colectivas, apresentando trabalhos nas modalidades de desenho, pintura e objecto/instalação. No estrangeiro, expôs na Galerie Aurum, em Montreux, Suiça.

 Participou em importantes eventos artísticos como o festival Marca Madeira/89 e o Encontro Europeu de Arte, realizado em Guimarães em 1989.

 Fez diversas palestras e orientou diversos cursos livres nas áreas da cultura artística, especialmente sobre História da Arte, Fotografia e Cinema.







SOBRE A MINHA ARTE POSTAL.

 Um pequeno poema de Ise, poetisa japonesa do século XII, foi o mote para o meu trabalho. São sete palavras, partindo de um motivo visual (a chuva que cai, como semente) e que inspirará a tessitura verbal que o poema é. É muito belo, porém, de uma simplicidade desarmante. E como no manuscrito Ise-Dhû, donde o poema foi retirado, também havia uma página caligrafada pela autora em que as palavras parecem cair como gotículas de chuva, isto fez-me recordar três desenhos meus antigos também referidos à água enquanto metáfora da da criação, que pode ser a de um poema como de uma obra de arte. E imprimi-os reduzindo-os para o tamanho de um postal, onde os colei. Quis assumir, na esteira de uma poética da simplicidade, que é também a de Ise-Shû, a arte postal na sua literalidade: simples postais. Num deles escrevi um pequeno texto onde procuro explicar que, enquanto artista, gosto de operar com palavras e imagens.    


 A chuva que cai e fertiliza a terra. Metáfora do gesto fecundador, criador, renovador. Como o gesto artístico e o poético. Em horas felizes de inspiração chovem ideias, imagens, palavras. E onde havia branco, vazio e espera, nasce o desenho ou o poema, “pequena luz bruxuleante” iluminando a inquietação e o desassossego do criador, fertilizando o solo árido do quotidiano. Chamem-lhe poema ou desenho. Para mim, palavra e imagem partilham o mesmo território, contaminam-se na hibridação do poético, enlaçadas numa espécie de música vinda da inteligência e da alma. Nunca me decidi entre as artes e as letras. São partes da mesma tessitura, de uma vida mais rica e imaginativa.

Amadeu Santos 2021


16.12.21

16 de DEZEMBRO de 2021 - algures pelas janelas da cidade de BRAGA

CALENDÁRIO DO ADVENTO //

16 de DEZEMBRO de 2021

. MARTA NUNES


SOBRE A MINHA ARTE POSTAL.

 A minha inspiração para esta arte postal retoma ao tempo em que me lembro de receber postais, um início da adolescência ainda com os dois pés na infância. É desse sítio que ressoa a história do "Cavaleiro da Dinamarca" da Sophia de Mello Breyner Andresen que nunca esqueci desde que li, a viagem que este cavaleiro dinamarquês faz cheia de peripécias assim que começa o seu regresso, um caminho que não é linear e que o faz descobrir novos lugares e pessoas. No seu esperado regresso a casa na véspera de Natal e correndo o risco de se perder de vez, é o pinheiro junto a casa iluminado pela família que o guia até ao seu destino. Esta história mostra que podemos sair sempre para viajar o mundo, mas que o Natal é e sempre será o regresso a casa. 



16 de DEZEMBRO de 2021 // MARTA NUNES


CALENDÁRIO DO ADVENTO //

16 de DEZEMBRO de 2021

ARTISTA. MARTA NUNES

LOCALIDADE. ESMORIZ

SITES.

martanunes.work

Instagram - martanunesilustra


SOBRE MIM.

 Marta Nunes nasce na primavera de 1984, em Lousada. Formada em Arquitectura pela Universidade da Beira Interior é ainda durante o curso que surgem os primeiros trabalhos de ilustração para publicações. Desde 2010 que participa em exposições colectivas e individuais, mas é em 2019 que a ilustração tem sido cada vez mais a sua principal actividade, onde o interesse pela tradição e cultura portuguesa marcam alguns dos seus trabalhos. As expressões, as pessoas e os ofícios tradicionais são o que mais a inspiram na construção de narrativas, mas também os objectos do quotidiano e a poética dos dias úteis.





SOBRE A MINHA ARTE POSTAL.

 A minha inspiração para esta arte postal retoma ao tempo em que me lembro de receber postais, um início da adolescência ainda com os dois pés na infância. É desse sítio que ressoa a história do "Cavaleiro da Dinamarca" da Sophia de Mello Breyner Andresen que nunca esqueci desde que li, a viagem que este cavaleiro dinamarquês faz cheia de peripécias assim que começa o seu regresso, um caminho que não é linear e que o faz descobrir novos lugares e pessoas. No seu esperado regresso a casa na véspera de Natal e correndo o risco de se perder de vez, é o pinheiro junto a casa iluminado pela família que o guia até ao seu destino. Esta história mostra que podemos sair sempre para viajar o mundo, mas que o Natal é e sempre será o regresso a casa. 


15.12.21

15 de DEZEMBRO de 2021 - algures pelas janela da cidade de BRAGA

CALENDÁRIO DO ADVENTO //

15 de DEZEMBRO de 2021

. MIA


SOBRE A MINHA ARTE POSTAL.

TÍTULO. A cidade cinzenta 


 Havia, no alto de uma colina, uma cidade muito cinzenta. Não tinha graça, não tinha nada. Só prédios e casas todas da mesma cor, cinzenta. 


 Um dia chegou a esta cidade uma gente muito estranha. Vinham todos cheios de pressa, uns nos seus fantásticos carros, outros nas suas geringonças com rodas e atravessando a avenida central, resolveram montar uma tenda no centro da cidade. 


 Os habitantes da cidade cinzenta foram logo a correr ver o que se passava, a dona Cegonha da pata torta, o Sr. Pataroco de penas encaracoladas, o Burrico larico, o Caracol veloz e claro o pássaro com uma asa de cada espécie. 

O Circo tinha chegado à cidade cinzenta e era certo que nessa noite haveria alguma cor. 


 Com grande excitação, os habitantes da cidade lá colocaram as suas melhores roupas para irem ao Circo nessa noite. E quando lá chegaram não acreditaram no que os seus olhos viam. Dentro de uma grande tenda, lá nas alturas, bem perto das nuvens, a Funâmbula dos olhos fechados e o seu inseparável companheiro Equilibrista com vertigens andavam em cima de uma corda finíssima.


 Tão bonito foi vê-los a andar lá nas alturas, que até o vaidoso Sr. Grilo ficou espantado a olhar…


mia, novembro de 202

1