16.12.11

*16 de dezembro*

autor. João Catalão
titulo. GUELRA o encontro solsticial de Garnata e Damião

[técnica. transfiguração sobre objecto, 2011]
(cavalo antigo e sete fitas de Bonfim dobradas)


A figura do cavalo foi um desenho recorrente da minha infância. Um cavalo desafinado, onde a quase apreensão da cabeça e da curvatura vertebral até à cauda se conjugava com a deselegância do torso  e da inflexão das patas. Deixei por isso muitos cavalos inacabados. Que flutuavam depois libertos do peso desse corpo tosco que os refreava. Este cavalo vermelho sangue representa assim uma resolução pessoal longamente aguardada. E uma anunciação de agigantamento. Resolução enquanto respiração solsticial  e identidade militantemente poética. Anunciação a partir da transfiguração coreográfica feita na cauda com fitas do Bomfim cor de laranja. A cor que sucede em 2012 o azul-turquesa nas anilhas dos pombos-correios em Portugal. A cor levante na paisagem alteada a partir da sua caligrafia orquestral tão significativamente oceânica. Na quarta semana de gestação o embrião humano tem outra elasticidade. Tem guelras como os peixes. E um rasto de estrelas como cauda.

texto de: João Catalão, Dezembro 2011

15.12.11

*15 de dezembro*

autor. Eduardo Costa
título. "O eu do meu eu"


[técnica. máscara em cartão]


Simboliza uma procura que se prolonga na vida, a busca do horizonte que se pressente para além do horizonte. A constante incerteza do conhecimento; próprio e do outro.

Quem está atrás da máscara sou eu, ou sou eu uma máscara que esconde um outro eu? Ou procuro o meu eu em cada máscara que uso?

Na fragilidade da nossa "nudez" usamos máscaras que nos permitem enfrentar, sem pudor ou acanhamento, os constrangimentos, de toda a ordem, com que nos vamos confrontando.

Em mais um ano que vai surgir, procuro encontrar um pouco mais de mim...



O que procuro?
De um lapso de tempo
mais pequeno que o infinito,
procuro, em cada momento,
como náufrago dum tormento.
aquilo em que acredito.


Corro alucinado, sem saber porquê,
na ânsia de encontrar porto seguro.
Por vezes,mais cego do que quem não vê;
e,vezes sem conta, pergunto-me: - Porquê?
Sofregamente busco o fim do futuro.


Coragem me falta. Talvez a vontade.
E, por linha cruzadas, caminho pendente;
perscrutando, em mim, a real verdade
deste sentir de medo e de saudade.
Sentindo eu o que o outro eu sente.


texto de: Eduardo Costa

14.12.11

*14 de dezembro*

autora. Kerstin Thomas
título. sem título


[técnica. escultura em madeira de castanho e pinho]


Vizinha,
estás à janela
com o teu
olhar maroto...

Guarda e partilha
a minha vida,
sê meu espelho,
meu conselho;
e deixa-me ser
tua vizinha,
também.

texto de: Kerstin Thomas



peça para venda: preço. 150€
para mais informações: atelierdacerdeira@yahoo.com

13.12.11

*13 de dezembro*

título: Um dia...apanho uma Estrela-------☆


[técnica. aguarela sobre papel]
Um dia...
Um dia vou voar e ver o Mundo lá de cima...
Um dia, vou apanhar uma Estrela...
Um dia vou nadar com os Golfinhos e ver o fundo do Mar...
Um dia vou realizar todos os meus Sonhos!
Um mundo onde tudo é possível, basta Sonhar! Inspirei-me na minha filhota de ano e meio que olha o mundo com olhos lindos, expectantes, grandes e atentos, de quem descobre a Beleza e a novidade da vida em cada pequenina coisa pela primeira vez.

texto de: Sara Teixeira




peça para venda: preço. 60€
para mais informações: sarat.lua@gmail.com

12.12.11

11.12.11

*11 de dezembro*

autor. Sérgio Coutinho
título. Pensamentos métricos
[técnica. fotografia e digital]


O nascimento de uma teoria.
O que tem isto a ver com o Natal?
Pensamentos que procuram a harmonia.
O que tem isto a ver com o Natal?
Um retângulo que sendo regra se não quis sozinho.
O que tem isto a ver com o Natal?
Partindo de um denominador comum se foram encontrando os aliados.
O que tem isto a ver com o Natal?
Acompanhado de outros, o retângulo de ouro,
faz hoje parte de um quinteto construtivo.
O nascimento de uma teoria!
Um ponto que se acrescenta ao conto.


texto de: Sérgio Coutinho


10.12.11

*10 de dezembro*

autora. Cristina Vilarinho
título. Vamos mudar a história!
[técnica. desenho a grafite e photoshop]


Eu, Euro, Europa = Economia.
Que raio de projecto europeu é este que se rege pela palavra "Economia"?
E ainda por cima uma concorrência desleal em que os países integrados partem com condições e ferramentas diferentes.
Temos de mudar de paradigma, é hora de invertermos os papéis, mudar comportamentos, acordarmos, deixarmos de ser as ovelhinhas brancas que o lobo mau tanto gosta de manipular.
Parece que os ideais de Revolução Francesa continuam por atingir e são urgentes:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

texto de: Cristina Vilarinho