12.12.11

11.12.11

*11 de dezembro*

autor. Sérgio Coutinho
título. Pensamentos métricos
[técnica. fotografia e digital]


O nascimento de uma teoria.
O que tem isto a ver com o Natal?
Pensamentos que procuram a harmonia.
O que tem isto a ver com o Natal?
Um retângulo que sendo regra se não quis sozinho.
O que tem isto a ver com o Natal?
Partindo de um denominador comum se foram encontrando os aliados.
O que tem isto a ver com o Natal?
Acompanhado de outros, o retângulo de ouro,
faz hoje parte de um quinteto construtivo.
O nascimento de uma teoria!
Um ponto que se acrescenta ao conto.


texto de: Sérgio Coutinho


10.12.11

*10 de dezembro*

autora. Cristina Vilarinho
título. Vamos mudar a história!
[técnica. desenho a grafite e photoshop]


Eu, Euro, Europa = Economia.
Que raio de projecto europeu é este que se rege pela palavra "Economia"?
E ainda por cima uma concorrência desleal em que os países integrados partem com condições e ferramentas diferentes.
Temos de mudar de paradigma, é hora de invertermos os papéis, mudar comportamentos, acordarmos, deixarmos de ser as ovelhinhas brancas que o lobo mau tanto gosta de manipular.
Parece que os ideais de Revolução Francesa continuam por atingir e são urgentes:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

texto de: Cristina Vilarinho

9.12.11

*9 de dezembro*

autor. Vasco Baltazar
título. Intrometida


[técnica. olaria e modelação] 
(materiais: barro vermelho, barro branco, vidrados, fios de seda)

A Intrometida é a quinta estrela mais brilhante da constelação de Crux. Está a 150anos-luz da Terra e tem uma magnitude de 3,4 a 4,0. É uma gigante laranja de classe espectral K3III que modifica o seu brilho de forma irregular. 

texto de: Vasco Baltazar


peça para venda: preço.150€
para mais informações: moximoxi@gmail.com

8.12.11

*8 de dezembro*

autores. Catarina e Raul Pereira
título. sem título, 2011


[técnica. bordado sobre tecido, colagem sobre cartão 
e cartolina, e impressão digital a laser sobre papel]


"The amazing thing is that every atom in your body came from a star that exploded. And, the atoms in your left hand probably came from a different star than your right hand. It really is the most poetic thing I know about physics: You are all stardust. You couldn't be here if stars handn't exploded, because the elements - the carbon, nitrogen, oxygen, iron, all the things that matter for evolution - weren't created at the beginning of time. They were created in the nuclear furnaces of stars, and the only way they could get into your body is if those stars were kind enough to explode. So, forget Jesus. The stars died so that you could be here today." Lawrence Krauss


«Afastar a cortina», «espreitar», «olhar com olhos de ver», são metáforas utilizadas amiúde quando se trata de representar a busca pelo conhecimento. Foi esta necessidade, intrínseca à nossa espécie, que nos permitiu evoluir para o que somos hoje. 

Vivemos numa época privilegiada: a Humanidade avançou intelectualmente muito para além dos mitos que foram forjados em séculos de medo e de ignorância; tempos em que a simples inexistência  do telescópio, por exemplo, bastaria para rejeitar quase tudo o que os nossos antepassados nos legaram escrito sobre a origem das «coisas naturais» e do seu funcionamento.

A Física Quântica contemporânea ensina-nos que a criação do nosso Universo surgiu a partir do nada, há cerca de 13.7 mil milhões de anos atrás, de forma espontânea, exactamente como uma miríade de partículas subatómicas que, noutra escala, continua a fazer o mesmo, constantemente. Entendemos que, tal como os astros, que doaram generosamente os seus núcleos para criar toda a matéria viva existente, também os artistas retiram do seu interior a obra de arte, em fusões violentas de imaginação e talento. A única diferença é que eles o fazem nos únicos universos que foram, de facto, criados: os deles próprios.

Domenico Scarlatti escreveu a sua música sublime nos alvores do Iluminismo, quando a Humanidade finalmente despertou. Talvez algumas das suas sonatas para cravo tivessem sido compostas enquanto admirava o firmamento...

Seja como for, olhar para o céu é o que todos deveríamos estar a fazer neste século XXI, sob pena de ser tarde demais se não optarmos por abrir no imediato essa via para o desconhecido. O universo que daqui nos interessa está, praticamente, todo explicado... O que faremos agora com isso? Continuaremos escondidos atrás da cortina ou lançar-nos-emos a ouvir, lá longe, muito longe, a verdadeira música das estrelas?

texto de: Raul Pereira

7.12.11

*7 de dezembro*

autora. Andreia Costa
título. memórias...


[técnica. instalação com máquina fotográfica antiga]


para este desejo recuei no tempo e pensei em tudo o que vivi até hoje... em todos os que me fizeram viver... as recordações são pedacinhos que preenchem a alma e que gostava de conseguir guardar... sempre... os lugares, os cheiros, os sabores, os sentidos, as pessoas...

esta janela é dedicada a todos aqueles que hoje não consigo abraçar, mas que recordo com muita saudade... o desejo de lembrar sempre todos aqueles que me acompanharam... e não esquecer quem me acompanha...

texto de: Andreia Costa

6.12.11

*6 de dezembro*

autora. Marta Mendes
título. Galáxia particular


[técnica. origami e costura (à mão)]


Uma galáxia é um sistema astral composto de variados corpos celestes, sobretudo estrelas e planetas animado por um movimento harmonioso.
Esta é a minha galáxia particular, todos podemos ter a nossa. A minha tem dois planetas onde é imperativo sonhar a cores, uma nuvem grande que chove sempre no mesmo lugar e uma estrela pequenina que ilumina toda a galáxia.


texto de: Marta Mendes