23.12.12

*23 de dezembro*


autor. Elisa Lima
título. Tibete



[técnica. Os dois objectos pendurados na janela 23, percorreram imensos e distantes quilómetros. Distinguem-se pelas cores vivas e símbolo exótico. Tudo no Tibete tem um significado, toda a acção tem uma consequência, embalando-nos na espiral eterna da vida, seja aqui nesta Terra ou numa outra algures. O amuleto colorido é normalmente pendurado às portas dos templos e o símbolo a azul em fundo branco faz parte de grandes pedaços de tecido que se penduram em tectos, janelas, por fora e por dentro]




 Na hora de decidir o que apresentar para este projecto, questionei-me, “Afinal, que produzo eu?” A resposta invadiu-me por fim. Produzo histórias que se baseiam-se na escola que elegi como a fundamental para a minha existência: a experiência directa da vida. Esta é sobre o Tibete, a cultura que mais me impressionou nos 4 continentes em que estive. 

 Persistindo, depois de percorrer vários países e continentes, concluindo que a maior parte das nações tinham já sido contaminadas pela corrupção e ganância pelo poder, chego por fim e por terra (depois duma viagem de 52h de comboio – na linha férrea mais alta do mundo chegando aos 5,072m acima do nível do mar), à cidade sagrada de Lhassa. Aí deparo-me com o outro lado da lua, mas neste caso do sol: a luminosidade intensa e persistente daquela região, que condizia com as almas cintilantes daquelas pessoas. Se existe o verdadeiro “calor humano” traduzido num absoluto amor incondicional, ele habita, e infelizmente por não muito mais tempo, alguns dos Tibetanos que vivem na sua terra natal, território da República Popular da China desde os anos 50. Aos que tiverem a possibilidade de visitar digo, vão já! Não irão regressar os mesmos. Mais sujos certamente, das andanças da viagem, mas o espírito esse, estará a brilhar! 

texto. Elisa Lima

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